Susana MArtins.... 10
Patricia Acção ..... 10
Maria Garcia ...... 10
Ana Revez ...... 10
Blogue dos Alunos de Direito do Curso de Serviço Social da ESEB-Beja
Numa questão tão delicada, com a vida e a morte em jogo, não se pretende que haja vencedores nem vencidos, mas um diálogo argumentado, para lá da paixão e mesmo da simples compaixão. Ficam alguns pontos para reflectir. 1. O aborto é objectivamente um mal moral grave. Aliás, ninguém é a favor do aborto em si, pois é sempre um drama.2. A vida é um bem fundamental, mas não é um bem absoluto e incondicionado. Se o fosse, como justificar, por exemplo, o martírio voluntário e a morte em legítima defesa?3. Para o aparecimento de um novo ser humano, não há "o instante" da fecundação, que é processual e demora várias horas.A gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marcos" que não devem ser ignorados. É precisamente o seu conhecimento que leva à distinção entre vida, vida humana e pessoa humana. O blastocisto, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um indivíduo humano e, muito menos, uma pessoa humana.Se entre a fecundação e o início da nidação (sete dias), pode haver a possibilidade de gémeos monozigóticos (verdadeiros), é porque não temos ainda um indivíduo constituído.Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período.4. Sendo o aborto objectivamente um mal, deve fazer-se o possível para evitá-lo. Tudo começa pela educação e formação. Impõe-se uma educação sexual aberta e responsável para todos, que, não ficando reduzida aos aspectos biológicos e técnicos, tem de implicá-los, fazendo parte dela o esclarecimento, sem tabus, quanto à contracepção.5. O aborto é uma realidade social que nem a sociedade nem o Estado podem ignorar. Como deve então posicionar-se o Estado frente a essa realidade: legalizando, liberalizando, penalizando?6. Não sem razão, pensam muitos (eu também) que, se fosse cumprida, a actual lei sobre a interrupção da gravidez, permitida nos casos de perigo de morte ou grave e duradoura lesão para a mãe, de nascituro incurável com doença grave ou malformação congénita e de crime contra a liberdade e autonomia sexual (vulgo, violação), seria suficiente. 7. De qualquer forma, vai haver um referendo. O que se pergunta é se se é a favor da despenalização do aborto até às dez semanas, em estabelecimentos devidamente autorizados, por opção da mulher.Por despenalização entende-se que, a partir do momento em que não há uma pena, a justiça deixa de perseguir a mulher que aborta e já não será acusada em tribunal. Aparentemente, é simples. Mas compreende-se a perplexidade do cidadão, que, por um lado, é a favor da despenalização - despenalizar não é aprovar e quem é que quer ver a mulher condenada em tribunal? -, e, por outro, sente o choque de consciência por estar a decidir sobre a vida, realidade que não deveria ser objecto de referendo. O mal-estar deriva da colisão dos planos jurídico e moral.8. Impõe-se ser sensível àquele "por opção da mulher" tal como consta na pergunta do referendo, pois há aí o perigo de precipitações e arbitrariedades. Por isso, no caso de o "sim" ganhar, espera-se e exige-se do Estado que dê um sinal de estar a favor da vida.Pense-se no exemplo da lei alemã, que determina que a mulher, sem prejuízo da sua autonomia, deve passar por um "centro de aconselhamento" (Beratungsstelle) reconhecido. Trata-se de dialogar razões, pesar consequências, perspectivar alternativas. A mulher precisará de um comprovativo desse centro e entre o último encontro de aconselhamento e a interrupção da gravidez tem de mediar o intervalo de pelo menos três dias. As custas do aborto ficam normalmente a cargo da própria.O penalista Jorge Figueiredo Dias também escreveu, num contexto mais amplo: "O Estado (...) não pode eximir-se à obrigação de não abandonar as grávidas que pensem em interromper a gravidez à sua própria sorte e à sua decisão solitária (porventura na maioria dos casos pouco informada); antes deve assegurar-lhes as melhores condições possíveis de esclarecimento, de auxílio e de solidariedade com a situação de conflito em que se encontrem. Sendo de anotar neste contexto a possibilidade de vir a ser considerada inconstitucional a omissão do legislador ordinário de proporcionar às grávidas em crise ou em dificuldades meios que as possam desincentivar de levar a cabo a interrupção".
Consultar: www.clicfilhos.com.br/
Consultar: http://www.ciencianews.com.br/origem%20da%20celula%20tronco.htm
| Numero | Nome | 1º Caso | 2º Caso | 3º Caso | Freq. | Final |
| | Rita Montez | 8 | * | * | 7 | * |
| 3805 | Tânia Nogueira | 8.5 – 9 | 12.5 | 8.5 | 6.5 | 8 |
| 3890 | Laura Murteira | 9 – 10 | 11 | 9 | 11 | 11 |
| 3985 | Patrícia Mendes | 8.5 – 9 | 10 | 9 | 9 | 9,5 |
| 3839 | Manuela Farinho | 8.5 | 9.75 | 10 | 9 | 9,5 |
| 4020 | Mariana Soares | 7.5 – 10 | 8 | 11 | 10 | 10 |
| | Suse Nunes | 9.5 | 7 | 9.5 | 7.5 | 8 |
| 3977 | Joana Oliveira | 9.5 | 13 | 9.5 | 10 | 11 |
| 3843 | Pedro Jacinto | 8.5 | | | | * |
| 3894 | Manuel Trigo | 9.5 | 11 | 8 | 7,25 | 8 |
| 3868 | Manuela Warden | 9.5 | 5 | 11.5 | 9.25 | 10 |
| 3798 | Sónia Martins | 9.5 | 7 | 8 | 8 | 8 |
| 3867 | Filomena Camacho | 10 | * | 9 | 10 | 10 |
| 3382 | Leandro Gonçalves | 10 | 9.5 | 9 | 9.5 | 10 |
| 3931 | Sandra Prates Simão | 11 | 10.5 | 12 | 9.25 | 10 |
| 3826 | Telma Costa Rocha | 8 – 10 | 11.5 | 10.5 | 8.25 | 9,5 |
| | Vera Sebastião | 9 – 9.5 | 7 | 8.5 | 7.75 | 8 |
| 3820 | Vera Correia | 12.5 | 11 | 9.5 | 11 | 11 |
| 3930 | Isalina Pereira | 10 | 10 | 11.5 | 9.5 | 10 |
| | Joana Raposo Borges | 8.5 - 9.5 | 11 | 11.5 | 9 | 10 |
| | Joana Calado | 8.5 – 9.5 | 11.5 | 10 | 10 | 10 |
| 3941 | Raquel Gonçalves | 8 | 8.5 | 9 | 8,5 | 8 |
| 3923 | Vanda Lima | 10.5 | 8 | 9 | 7,75 | 8 |
| 3935 | Carolina Afonso Costa | 8.5- 13 | 9 | 8 | 7.5 | 9 |
| 3966 | Sara Abreu | 11.5 | 10 | 14 | 12 | 12 |
| 3794 | Filomena Bartolomeu | 6 – 13 | 12.5 | 11.5 | 10.75 | 12 |
| 3811 | Cátia Martins | 7 - 9.5 | 11.5 | 9 | 10 | 10 |
| 4015 | Telma Prates | 7 | 9.5 | 10 | 9 | 10 |
| | Daniela Perdigão | 11 | 16 | 15 | 14.5 | 15 |
| 4070 | Alexandra Moedas | 7 – 10 | 10.5 | 11.5 | 7,5 | 8,9 |
| 3965 | Dora Rocha | 7.5 – 8 | 9 | 10 | 6 | 7 |
| 3835 | Carina Santos | 8.5 – 10.5 | 10.5 | 11 | 7,75 | 8,9 |
| | Maria Inês Mateus | 8 | 10 | 11 | 12 | 12 |
| 3968 | Ana Maltez Martins | 14.5 | 12 | 13.5 | 12.5 | 13 |
| 3881 | Anabela Fonseca | 11 | 11.5 | 11.5 | 10.5 | 11 |
| 3801 | Sara Marcos Valente | 12.5 | 12.5 | 14.5 | 15 | 15 |
| 3888 | Sandra Borrefo Mósca | 10 | 11 | 10 | 7 | 8 |
| 3817 | Carla Moreno | 11.5 | 11.5 | 11 | 6.5 | 8 |
| 3934 | Fátima Cardoso Jorge | 8.5 – 9.5 | 6 | 10 | 8 | 8 |
| 3958 | Débora Silva Santos | 8.5 – 9 | 11.5 | 12.5 | 12 | 12 |
| 3967 | Ana Maltez Dias | 12 | 8.5 | 13 | 11 | 12 |
| 3847 | Daniela Ribeiro | 9.5 | 8.5 | 8 | 11 | 10 |
| 3814 | Telma Galado | 10.5 | 11.5 | 12 | 12.5 | 12 |
| 3870 | Sara Batista | 8 – 9 | 7 | 11.5 | 7 | 8 |
| 3879 | Marta Correia | 9.5 | 8.5 | 9.5 | 6 | 7 |
| 4090 | Diva Teixeira | 7.5 – 11.5 | 11 | 12.5 | 9,5 | 11 |
| 3838 | Marisa Rosa | 9.5 | 8.5 | 10.5 | 6 | 8 |
| 3844 | Vanessa Ferraz | 9.5 | 11.5 | * | 11 | 11 |
| 3862 | Catarina Abreu | 9 – 9 | 12.5 | 11 | 10 | 11 |
| 3804 | Ana Chagas | 7.5 – 10.5 | 10.5 | 10 | 9.5 | 10 |
| 3836 | Daniela Ines | 9 – 10 | 9.5 | 7 | 10.5 | 10 |
| 3951 | Vera Serrano | 9 – 13.5 | * | * | 9.75 | * |
| 4033 | Maria Bica | 15 | 15.5 | 16 | 13.75 | 15 |
| 3953 | Ângela Espanadeira | 8.5 – 14 | 13.5 | 9 | 11 | 12 |
| 3899 | Marisa Fernandes | 6.5 – 9 | 9 | 8 | 7.5 | 8 |
| 3978 | Cristina Bento | 9.5 | 13.5 | 8 | 8,25 | 9,5 |
| 4087 | Patrícia Palma | 10 | 8 | 5 | 5 | 7 |
| | Andreia Pequeno | 9.5 | 11 | 8 | 7.25 | 8 |
| | Antónia Pequeno | 11.5 | 11 | 10 | 10 | 11 |
| 3956 | Mónica Correia | 13 | 11 | 12 | 11 | 12 |